Verborragia

quarta-feira, março 08, 2006

Flores

Saí tão atrasada, atrapalhada e atralhada de casa que esqueci até de pegar a carteira, o que me fez ser tida publicamente como uma mãe atarantada e golpista dentro de um ônibus carioca. Corri de cá, corri de lá, parei no meio da rua para escrever coisas que estavam vindo à minha cabeça e que não estava conseguindo frear, corri mais um pouco e...
O segurança da faculdade me deu uma rosa.
Eu que já sou desligada demorei um tempo pra entender e aí lembrei: Dia Internacional da Mulher!
Besteira...
Besteira porque eu acho que todo dia é dia, que merecer rosas a gente merecia todos os dias da nossa vida porque ser mulher não é nada, nada fácil.
Ao mesmo tempo é maravilhoso que o mundo tire um dia inteiro para cuidar de verdade de nós, que cuidamos e, a bem da verdade parimos o mundo inteiro.
Enfim, meu assunto era a rosa.
Achei engraçado porque ontem mesmo eu estava me lembrando de todas as flores que já ganhei na vida. As que ganhei do meu pai, dos namorados, dos amigos, dos irmãos...
É tão bonito receber flores!
Por mais que a gente tenha que dopar elas com aspirina para que morram mais lentamente...
Só que quando eu era criança as flores tinham cheiro de flores mesmo. Hoje é raro, tirando aquelas que compro uma vez a cada semestre na feira, não me lembro dos últimos buquês terem cheiro de verdade. Aquele cheiro que enche a casa...
E isso é muito doido, não é, não?
Flor sem cheiro de flor?
De qualquer forma, eu ganhei hoje uma flor sem cheiro.
Vermelha e linda.
Mas como ainda é Nosso Dia mas ainda não é feriado mundial, preciso encerrar meu tempo de almoço, engavetar alguns escritos, sair correndo de novo.
Levar um dia quase normal nesse dia tão especial.