Fim de feriado
E aí que ontem depois dos meus já famosos Encontro Com A Barata Albina e Ataque Dos Bichos Do Metrô, lá fui eu pôr o lixo pra fora...
Cheia de sacolas, olhando em volta a procura de baratas regulares mesmo e aí eu vi, aquela coisinha cinza no canto da minha visão periférica. Minha mãe tinha dito que uma vizinha tinha visto um rato nas proximidades da lixeira, e lá estava ele, me esperando. A sorte que eu dei é que esse Don Ratão não era daqueles abusados que olham pra você e dizem: "aí, ô do lar, vai largando os quitutes e sai fora senão eu te mordo e você morre, sacou?" - o que aconteceu foi que larguei os quitutes com um grito e corri prum lado enquanto via só aquele rabão, comprido, espiralado, igualzinho que a gente vê em ilustração de livro de história de bruxa, correndo pro outro.
Quando eu era pequena, corria uma história do tempo em que meu pai fazia pesca submarina (fato este, que por si só, já é mais que surreal) e deu de nariz com um cação (para quem não sabe, cação é como as pessoas chamam tubarões filhotes; assim como girinos são futuros sapos - Renata também é cultura) durante um mergulho e saíram cada um correndo prum lado diferente.
A genética foi infeliz pra mim. Eu só tenho encontro com bichos extremamente menos glamourosos.
Enquanto isso na esquina, um pessoal fazia um churrasquinho regado à pagode, uns meninos jogavam bola na rua e um vizinho ouvia do bom e velho metal alto. Muito alto.
Depois nêgo ainda acha que a minha rua é coisa fina...
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E aí que basta pouco, muito pouco para ser feliz.
Com café na cama, então, é uma beleza!
Poucas horas, mas muito boas horas; bons momentos, mas muito bons momentos, são tudo que uma pessoa precisa para esquecer do mundo lá fora, que amanhã é segunda e eu ainda nem escrevi o que precisava para a aula, que existem coisas para arrumar e lavar sempre, blábláblá.
Bastou pouco para ser feliz e considerar meu feriado quase perfeito...!

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