Agora...
Na boa: a parada da barata albina.
Tipo assim, eu sabia aquela história de que os bichos mudam de aparência se ficam muito tempo em lugares escuros e essa coisa toda...
Aí, estava eu, lépida e fagueira fazendo minha caminhada de toda terça-feira e a CEDAE estava lá no meu caminho realizando um conserto qualquer daqueles que a CEDAE inventa de realizar numa tarde de terça-feira em plena Visconde de Pirajá quando eu vi aquele bicho bizarro.
Os trabalhadores pareciam nem se dar conta daquela coisa branca cheia de patas e antenas e enorme e branco que passeava ali, na cara deles, naquela tampa nojenta levantada, que olhava pra mim.
Eu fiquei em choque.
Eu tinha hora.
Não podia parar.
Não podia atravessar a rua.
Dar a volta no qaurteirão.
Ficar congelada de pânico.
E se ela ainda por cima fosse voadora?
Provavelmente era cega a bicha. Imagina se voa e vem logo em cima de mim?!?
(quanto a gente tem nojo, esse tipo de coisa sempre acontece)
Passei batida.
Mas fiquei com isso na cabeça.
Barata, por si só, já é um bicho do Mal.
Imagina uma albina!!!
Eu podia ter passado sem essa tranquilamente.
Ganhei mais um bicho fantasma pra me assombrar...

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