Da Dercy e outras coisas...
Aí estava eu andando na rua hoje e lembrei:
“Meu Deus! A Dercy Gonçalves!”
Só falta a Dercy Gonçalves!
Ela ainda não morreu, morreu? Ou morreu e eu esqueci?
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Eu não espero ser tão longeva quanto essa galera (Papa, Vovó, Carequinha e Dercy), obviamente que hoje eu espero viver um pouco mais do que esperava a alguns anos atrás. A alguns anos atrás (dois anos para ser exata), eu achava que quarenta e algo tava bom. Hoje essa cota aumentou em muitos anos, já acho que 70 é okay para uma boa aposentadoria que deixará muitas histórias, amores e frutos para trás. Hoje eu quero mais, mas apenas o suficiente para ver a minha crescer e florescer (ui, que cafona). O suficiente para que ela passe pela adolescência (da qual eu tenho verdadeiro e real pavor) e chegar num patamarzinho confortável.
O suficiente para que eu use dentaduras, mas não chegue nas fraldas.
Nem mate o meu desejo de desfilar em escola de samba com os peitos de fora tarde demais.
O suficiente para apenas um pouco de senilidade, sem chegar na demência.
Ta bom, não ta?
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Aí que Olívia continua com aquela mania horrorosa de se jogar no chão no meio da rua quando faz manha.
Aí que ela é tão bonitinha, mas tão bonitinha, que sempre aparece um alguém para atrapalhar o meu esporro e salvar ela quase que ilesa de cada manha dessas.
Aí que meu ódio pelas pessoas que se metem na educação alheia só faz aumentar a cada dia...
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Aí que eu não sou fácil.
O ônibus do Metrô hoje estourou minha paciência.
Então lá fui eu, após preencher um longo formulário, saiu isso:
“Na verdade, minha reclamação é recorrente, não um fato isolado ocorrido somente hoje, mas diariamente.
Todos os dias, por volta das 18:00, pego o ônibus do Metrô em direção à Estação Siqueira Campos no ponto da Rua Visconde de Pirajá esquina com Vinícius de Moraes. O fato é que pego este ônibus sempre com a minha filha de 1 ano e cinco meses no colo e em nenhuma ocasião me foi dado qualquer espécie de atenção especial que seja. Os fiscais do ponto acham normalíssimo que eu fique mais de meia hora até em pé no ponto, na fila, que neste horário é quilométrica, com a criança no colo. Jamais se importaram em sequer procurar algum lugar disponível para que eu pudesse ir sentada no ônibus, se o ônibus estiver cheio, paciência, azar o meu que fui ter filho e não posso ir em pé com ela no colo por motivos óbvios. Acontece que hoje, em específico, já havia até desistido quando ouvi um dos fiscais dizer que o ônibus a seguir viria vazio. Ao perguntar se teria preferência desta vez por estar com a criança no colo ouvi o seguinte: "A senhora pode entrar, mas tem uma fila, né?". Pedi que ele repetisse e ele se limitou a dizer que eu podia entrar, mas sem nenhuma boa vontade.
Enquanto me sentava, percebi que vinha um senhor de idade perguntar ao mesmo fiscal se poderia entrar e ser mandado para o final da fila.
Ora, me admira muitíssimo que o Metrô, que é uma companhia tão cheia de projetos sobre responsabilidade social, não treine seus funcionários para prestar atendimento fora das estações a quem precise.
Sei que é um horário de pico, sei que as filas são grandes, mas o direito nos foi concedido não foi com base em nada.
Eu ando todos os dias, logo pago a passagem como qualquer outra pessoa, a diferença é que a minha "carga" é um pouco mais difícil de carregar e impossível de se levar em segurança de pé.
Me sinto deveras ofendida quando não sou tratada, que é este o caso, e fico chocada em ver que as pessoas continuam muitíssimo sem educação.”
O problema agora é que o SAC via Internet não funciona!
Mas eu vou tentar!
Tentarei o final de semana inteiro e se não conseguir mandarei manuscrito!
Detesto falta de respeito!
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Aí você deve estar aí pensando que isso é muito coisa de dona de casa mesmo... Pegar seu precioso tempo e sentar no computador e se pôr a reclamar do sirviço dos outro.
Mas, escuta aqui, se eu não reclamo, quem reclama, hein?
Hein?
Deviam é me dar prêmios de civilidade, isso sim!
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Aí que meus amigos mais fiéis devem estar numa dúvida profunda se me preferem mal humorada ou bem humorada, porque, na boa, de bom humor eu sou muuuuuuuuuuito mais chata. Nem eu me agüento.
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Aí que eu devia estar me sentindo imensamente culpada por estar planejando duas viagens sem meu bebê, mas não estou.
(Um pouquinho só.)
Estou animadíssima.
Mal posso esperar.
Na boa, mais que qualquer coisa no mundo, eu ando precisando de férias de tudo, e isso, dessa vez, inclui ela. Mães também precisam de descanso de serem mães. Precisam ver amigos, sair sem ter hora para voltar, cometer irresponsabilidades como viajar com pouquíssimo dinheiro no bolso, poder tomar um pileque, quem sabe até dar beijo na boca...?
A última parte não é garantida, nem eu vou viajar contando com ela, é mais “eu não vou fazer nada do que você não quiser”...
Ai, de qualquer jeito, tudo está me deixando animada!
Não é lá nenhuma viagem para Salvador (Pobre é foda, né? Em vez de falar que não é nenhum cruzeiro pelas Ilhas Gregas sai logo com uma viagem pra Salvador, cruzes...), mas vai ser a minha primeira viagem sozinha!
E eu tenho certeza de que vai ser muito legal!
Tanto pra mim, que mereço, quanto pra ela que vai estar rodeada de outras crianças e de outros amores que ela bem vai precisar nessa vida, né?
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Tenho um jantar em meia hora, nem deveria estar aqui.
Isso nos leva à conclusão de que a) estou reviciada nesse troço, b)preciso fazer mais terapia, a letra c é impublicável.

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