Lembrança da lembrança de outrem
E o Carequinha, hein...?
O Palhaço mais highlander do mundo...
Meus símbolos de longevidade todos se foram agora.
O Papa, que nem abatido a tiros tinha ido dessa para a melhor, foi a um ano.
Vovó, que era prima do Papa, foi-se a dois meses.
E agora o Carequinha.
Não que ele fosse absolutamente especial para mim, mal me lembro dos programas da tv, apesar de lembrar que de vez em quando eu assistia, sim. Sempre foi muito mais divertido cantar a música de parabéns dele nas festinhas (especialmente depois dos 20 anos) do que o parabéns da Xuxa. Ele era bonzinho e eu achava o bicho o velhinho com quase 200 anos fazendo questão de alegrar as criancinhas e cumprir seus compromissos profissionais.
Inacreditavelmente, a lembrança mais gostosa que eu tinha do Carequinha nem era minha.
Eu tive um namorado (sim, eu já tive namorados em algum lugar do passado) que quando era criança era fã dos mais ardorosos do Carequinha e eu achava lindo quando ele contava como imitava tudo que o Carequinha fazia no programa e lembrava dos detalhes e das músicas e quando ele repetia para as outras pessoas que não sabiam dessas histórias as histórias...
Eu gostava desse namorado...
Enfim...
Para ele morreu uma lembrança, eu lembrei de uma lembrança e lá se foi mais um dos meus símbolos de longevidade e de tempos idos e idos e idos lá longe...
Ando enterrando muitas coisas nos últimos tempos...
Isso é meio assustador...
Mas dizem que é bom também...
Um dia eu conto se é mesmo.

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