Estupidezes
Será que todas as pessoas do Mundo são que nem eu?
Será que certas coisas são normais e acontecem com todo mundo ou é tudo uma questão de estupidez individual?
Essa semana, por exemplo, eu fiquei doente.
Foi tanta coisa que eu, vrau!, caí de cama.
Aí primeiro veio o Murphy, meu grande amigo...
Toda vez que a Mãe cai de cama a Criança fica no auge da animação.
É quando ela mais quer brincar e fazer e aprontar.
E a mãe se roendo de culpa e fazendo do que resta das tripas qualquer boneco de massinha que pode para animar a vida...
Depois, eu fiquei tão ferrada, mas tão ferrada, que nem fumar eu fumei.
Eu já ando cá com planos de tentar de parar de fumar de uma vez... Os dentes estão ficando amarelos e uma das grandes seqüelas da maternidade é a auto-imposição de virar uma highlander – em hipótese alguma pode-se dar mole.
Aí eu durei um dia, durei dois...
48 horas!!!
Uhúúú!!!
Hoje, no terceiro, acordei animadinha, respirando bem...
...E não resisti e comprei um cigarro a varejo para ver como seria.
E foi maravilhoso!
Confesso.
Morro de vergonha pela minha pseudodeterminação ter durado tão pouco, foi uma estupidez, mas foi muito, muito bom!
O problema de obsessivos, de viciados, é que eles precisam de prazos.
Estabelecer prazos para si mesmos.
Para começar ou terminar coisas.
No sentido literal.
Ele pode até saber que já terminou, pode ter até vontade de não fazer mais, mas seu prazo só começa dia tal e até lá ta tudo liberado...
Foi isso.
Eu já havia pensado no caso de escolher como uma das minhas resoluções de ano novo (outra estupidez) parar de fumar em 2006. Esse pensamento continua de pé, mas na minha mente doentia (ou seria normal isso?) essa resolução só deve ser tomada dia 31 de dezembro, o que ainda me dá mais um mês e alguma coisa de nicotina para debilitar meu corpinho de baleia...
Não comprei um maço, só cigarros avulso, mas acredito que seja apenas uma questão de horas...
O corpinho de baleia, aliás, é outra coisa...
Com essa coisa de aniversário, natal, burocracia em massa, etc,etc,etc; soltei a boca em tudo que se pode comer.
Resultado: quilogramas.
Facilmente e prazerosamente ganhos, dificilmente perdidos.
Porque eles precisarão ser perdidos!
De que forma realizarei meu extreme makeover se ainda estiver rechonchuda?!?
Aí foram dois meses do mais puro foda-se recheado de calorias sem fim para uns 8 de alfacinhas e coisinhas insossas... Não vale a pena, droga...
Mas eu só volto pra dieta segunda, como toda boa obsessiva e gorda de carteirinha.
Aí que eu matriculei minha filha na creche.
Gastei uma sola de sapato séria, uns bons neurônios, algumas noites sem dormir, um figurino de respeito, mas achei um lugar pra ela.
Até a hora de receber o recibo (ai, redundância) ainda estava tremendo de medo de estar fazendo a escolha certa, mas foi.
Precisava.
Era minha obrigação como mãe.
Ela anda louca por socialização.
Vai fazer bem a ela.
É um lugar com uma tremenda infra-estrutura e dúzias de atividades.
Mas nem por isso todas essas coisas lógicas me impediram de passar 3 dias chorando sem parar porque ia morrer de saudades do meu bebê e quase não ia mais vê-la...
Aí procurando trabalho, aí tirando documentos, aí, aí, aí...
Aí eu fiquei doente...
Aí parei e voltei a fumar...
Aí fiquei insone...
Aí esse ciclo é um saco, né?
Mas tudo vai dar certo!
Será que isso é normal?
Que acontece com todo mundo?

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