Resoluções e outras coisas
Esse ano não fiz macumbas (aquelas coisas de dar pulinhos, beijos, comer uvas, usar calcinha desta ou daquela cor, etc,etc,etc.).
Usei um bocado de prata porque eu li em algum lugar que prata era uma boa cor pra se usar que atraía paz e mais alguma coisa bacana que eu não me lembro agora.
Fiz a minha sopa, mas nem comi até agora.
Chorei que me acabei para expurgar o ano velho.
E as resoluções?
Olha, tirando aquelas que toda mulher faz quando começa um ano novo, tipo entrar de dieta na segunda-feira, a única que eu realmente fiz e resolvi levar à cabo é anotar metodicamente quantos livros eu vou ler durante o ano e quantos filmes eu vou ver.
Fiquei pensando aqui que a maioria das pessoas sequer tem uma noção exata dessas coisas, a não ser que ela seja maníaca obssessiva diagnosticada, por exemplo. E eu leio muito. Vejo muitos filmes. Gostaria de saber estatisticamente quanto do meu tempo eu "gasto" com essas coisas. Poder chegar no fim deste novo ano e dizer: eu li tantos livros este ano e vi tantos filmes este ano.
Não é lá de grande valia prática, é verdade. É apenas uma curiosidade.
Assim sendo, eu comecei a ler ontem, mas nós vamos contar como hoje, "Férias!".
Aparentemente, a moça que escreveu esse livro é nova Rainha da Cocada Preta dos livros de mulherzinha. E eu leio uns dois ou três desse tipo por ano. Especialmente quando entro naquela crise de "eu tenho 28 anos, sou mãe solteira e estou broxa".
Pois é, ultimamente (ando trabalhando isso na minha terapia, inclusive) eu ando broxa. Ninguém me interessa. É interessante e divertido ver que, por mais que eu esteja me achando o Super-Bagulho, outras pessoas não achem isso. Mesmo assim, nada acontece. Quando acontece é um processo não-invasivo com uma daquelas pessoas antigas e que já deixou bem claro que não pretende ser o padrasto da minha filha. Talvez por comodidade. Talvez porque seja mais seguro. Enfim. Aí eu entro na fase livro de mulherzinha, em que faz bem saber que existem por aí muitas quase balzacas que sofrem com quase as mesmas coisas.
As personagens são fictícias, eu sei, mas se vende tanto é porque existe um bando de pré-balzaca que se identifica. E como a coisa geralmente tem um finalzinho feliz a gente fica feliz também de poder pensar que o nosso caso não é de todo perdido.
É uma lógica.
Um pouco patética e triste, mas divertida e ainda assim lógica.
E já comecei o ano vendo 3 filmes.
"O Diário de Bridget Jones" - Mulherzinhaaaa!!! Reprise, mas conta o tempo da mesma forma.
"Eleição" - Também reprise.
(Esses dois eu assiti na tv enquanto tirava um tempinho para permanecer prostrada e babando no sofá enquanto minha filha não chegava.)
"O culpado" - Não é nenhuma obra prima, mas foi um bom filme para ver comendo pipoca no primeiro dia do ano.
Agora eu só preciso resolver se anoto tudo isso em um pedaço de papel que eu me lembre aonde está ou corro o risco de anotar só no computador e perder tudo eventualmente.
Ah, é. Todo ano, meu computador pifa. É religioso. E perigoso, o que me lembra que eu preciso fazer um backup urgente...
Preciso é de uma agenda nova.
2006 já começou, eu já tenho mil compromissos e nenhuma agenda!!!
A passagem?
Me avisaram que o primeiro reveillon sem Ela seria punk.
Foi.
Não tinha vontade de sair. Não tinha vontade de ir à festa. Mas fui. Tentei me divertir. Vi amigos e revi amigos.
Enfim, já passou também.
Enfim, estou divagando...

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